Uma dica ao Aécio: O coitadismo de Marina não colou

Como bem analisou Ferreira Gullar Marina Silva saiu da disputa pois foi “massacrada pelos petistas que inventaram tudo para apresentá-la como um blefe, inimiga dos pobres, dos trabalhadores, da Petrobras e não sei do que mais”.
Para se safar disso a estratégia de Marina foi a mesma de Lula, sublinhar suas origens humildes, sublinhar o fato de ter passado fome, sublinhar sua trajetória de luta não só na vida política como pela sobrevivência.
O problema é que ela, diferente de Lula, não tem uma equipe de Marketing milionária por trás, não teve filme dirigido por Fábio Barreto cheio de atores globais como Glória Pires, Cléo Pires e Lucélia Santos e lançado em plena época de campanha.
Marina se apegou muito ao fato de ter sofrido. O problema é que não basta o fato, é preciso vender isso, é preciso de uma equipe. É preciso ser uma empresa, como foi a “Lula S.A.”.
A história da “Marina coitadinha” não colou e, passado a comoção da morte de Eduardo (o Campos, não o Jorge) ela despencou.
Se Aécio Neves quiser se manter com boas resultados tem que fazer o que fez a maior parte do tempo em sua campanha:
1 - Ser honesto.
2 - Responder todas as críticas e mentiras dos adversários, se necessário, com AGRESSIVIDADE, nada de sorrisos, nada daquela fala mansa de Marina, nada de ser educado e nada de coitadismos. Se responde socos com socos e chutes com chutes, Luciana Genro já viu que esse cara, quando quer, sabe brigar. Passou da hora da Dilma conhecer esse lado do Aécio também.

— Há 5 dias
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Considerações sobre a polêmica sobre a 31ª edição da Bienal de Arte de São Paulo

Considerações sobre a polêmica sobre a 31ª edição da Bienal de Arte de São Paulo com ofensas religiosas (coisas como uma imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus toda coberta por baratas).
Primeiro:
Se quiser ver uma exposição permanente de arte, de arte de verdade, vá a Catedral Metropolitana de São Paulo, ao Mosteiro de São Bento, a Paróquia São Francisco de Assis, Igreja da Ordem Terceira do Carmo. a Igreja de Santa Ifigênia, sério, tem tanta coisa melhor pra ver em São Paulo.
A Bienal reúne o que há de pior em arte como bem disse Camille Paglia, professora da University of the Arts da Filadélfia. Artistas que mimetizam, sem nenhum custo pessoal, as realizações da vanguarda do passado. Arte política de baixa qualidade (refletindo pensamento político de baixa qualidade) e agressividade meramente kitsch.
Segundo:
É bom lembrar de duas coisas, uma que a Bienal é feita com financiamento público e outra que vivemos num país majoritariamente católico. O contribuinte não tem que pagar para os outros ofender sua fé.
Quer expor seu mau gosto? Faça com os próprios recursos! Não me obrigue a pagar por aquilo que eu não quero ver.
E ainda tenho amigos conservadores que ainda me perguntam por que eu defendo tanto o Estado Mínimo?

— Há 1 semana
#gabriel vince  #31 bienal de arte em são paulo  #bienal de arte  #religião  #ofensa religiosa 
Esses paulistas →
— há Há 2 semanas com 1 nota

A Top Magazine fez um ensaio fotográfico com a Sininho.
Ela aparece toda sorrisos, com figurino montado, bem maquiada, pernas lisas e com aquele bracinho levantado, lembrando todos que ela é uma revolucionária. 
Bonitinha até. 
Nem parece que é uma perseguida política.
O ensaio acompanha uma entrevista onde ela fala (novamente) sua relação com os membros da tática Black Bloc,
Nessa entrevista ela até afirma que houveram erros (olha que espírito auto-crítico sensacional) como aquele errinho básico de acertar um cinegrafista com um rojão (quem nunca?), tudo na melhor das intenções.
A glamourização disso tudo era apenas questão de tempo. 
A Top Magazine, revista dedicada aos temas “luxo”, “trends” e “lifestyle”, e lida por madames entediadas, poderia inaugurar logo a sessão “Socialites Socialistas”, ia fazer um tremendo sucesso.

— há Há 3 semanas com 1 nota
#fotos  #imagens  #sininho  #black bloc  #top magazine  #gabriel vince 
Relato de um ex-defensor do aborto

Já fui um defensor do aborto. Na década de 80 e 90 eu tinha clara consciência científica de que “embriões não passam de punhados de células”. Não há ninguém ali, é preciso esperar o “sistema nervoso central para, como num passe de mágica, receber o estatuto de ‘pessoa’”. Na minha cabeça de estudante de química, um alface tinha mais valor do que um embrião, já que poderia ser usado, pelo menos, numa deliciosa salada, enquanto embrião, em alguns casos, é um verdadeiro estorvo – sobretudo para adolescentes, mulheres estupradas ou violentadas pelos seus maridos. Há uma distinção radical entre ser uma coisa e ser uma pessoa. Uma coisa não tem valor, uma pessoa tem valor irredutível. Parece relativamente fácil transformar uma coisa em pessoa, uma vez que nenhum fato revela imediatamente o seu valor. Mas ninguém tem autoridade em atribuir ou retirar este valor de alguém como se fosse um penduricalho. O valor de uma pessoa é incondicional e está lá ou nunca estará desde o momento em que aquela vida embrionária se individualiza naquele ser, vivo e humano. Não seria homem se já não fosse desde o início. O método empírico das ciências positivas, isto é, a ciência dos fatos, faz dos homens meros fatos empíricos. Não há nada além daquilo que o método empírico possa enxergar, analisar e explicar. Os homens são, para biologia, um fato biológico; para a química, um fato químico; para a física, um fato físico. O que é o homem em sua totalidade não é pergunta que possa ser respondida por nenhum ciência desses “fatos”. A fim de confundir a discussão, o defensor do aborto diz que aquele que se opõe ao aborto transporta para a discussão suas crenças religiosas. Deixei de ser “abortista” antes de me converter ao cristianismo. E meu argumento era simples: nenhuma ciência é capaz de dizer “objetivamente” o que o homem é em sua totalidade. Diz o que é o homem segundo o método de investigação, portanto, retalha a humanidade do homem desde o início. Há, portanto, um “algo” no homem irredutível e que não pode ser objeto de ciência. Aquilo que determina um embrião humano ser distinto de um embrião de cachorro e de um pedaço de mineral. Dessa ignorância congênita a melhor opção é mantê-lo vivo e humano. O valor irredutível da vida emerge dessa nossa incapacidade de compreendê-la objetivamente em sua totalidade.

— há Há 3 semanas com 1 nota
#francisco razzo  #aborto 
O que a Suíça tem a nos ensinar

É interessante notar o que uma população armada é capaz.
Tal como os EUA, a Suíça ganhou sua independência através de uma guerra revolucionária feita por cidadãos armados. Em 1291, alguns cantões iniciaram uma guerra de libertação nacional contra o império Habsburgo da Áustria.
Pelos quatro séculos seguintes grandes impérios europeus surgiram e cairam, levando consigo muitos países mais fracos. A Rússia e a França chegaram a invadir seu território, e os Habsburgos, e posteriormente o Império Austro-Húngaro, foram uma constante ameaça. Mas a Suíça quase sempre manteve sua independência. A política suíça era “prevenção da guerra através da determinação em se defender”.
Durante a 1ª Guerra Mundial, tanto a França como a Alemanha consideraram a hipótese de invadir o território suíço para atacar o flanco do outro. Só consideraram, eles não tinham a menor chance.
Na 2ª Guerra Mundial, Hitler queria as reserva suíças de ouro e precisava de comunicação e trânsito livres pelo país para abastecer as forças do Eixo no Mediterrâneo. Porém, quando os estrategistas militares viram os cidadãos bem armados, a terra montanhosa e as fortificações civis de defesa, a Suíça deixou de ser um alvo atraente para invasões.
Enquanto duas guerras mundiais devastavam cidades e países, a Suíça gozava de uma paz segura.
Não apenas paz e segurança contra estrangeiros, mas contra os inimigos internos … alguém se lembra de alguma ditadura na Suíça? Eu não lembro de nenhuma …
Dado isso, considero um COMPLETO IDIOTA qualquer pessoa pró-desarmamento.

— Há 4 semanas
#suiça  #desarmamento  #gabriel vince 
Folha de São Paulo defende a Pedofilia

Um artigo de Hélio Schwartsman saído ontem, 21/09/2014, na Folha de São Paulo, me deixou totalmente perplexo.
Comentando sobre a polêmica da Vogue Kids o autor simplesmente utilizou do seu espaço para defender a pedofilia e já falar em pedofilofobia.

Entre os argumentos do articulista está:

"Ainda que se admita que as imagens sejam sensuais, isso configura um caso em que o Estado deve ser acionado para passar por cima da autonomia das jovens modelos e de seus pais que autorizaram sua participação na campanha?"

Autonomia das jovens modelos?
Não existe autonomia sem discernimento… e isso independe dos pais autorizarem (boa parte das meninas menores de idade que são prostitutas não apenas tem consentimento dos pais, mas são forçadas por eles).

Esse artigo é uma incitação CLARA ao estupro.

Isso pra mim não é nem pra ser discutido.
Não quero argumentar, o mínimo que uma sociedade saudável poderia fazer é um boicote geral a Folha até ela demitir esse articulista, um escárnio público.

Peço a todos que tornem isso público em seus blogues; Não podemos naturalizar coisas como Pedofilia em nosso país.

Aqui está o artigo:
http://goo.gl/0ICt7P

— há Há 4 semanas com 1 nota
#folha de são paulo  #pedofilia  #Hélio Schwartsman  #gabriel vince 
Carta aberta a Luciana Genro pt. 1: Eu aceito o desafio e estudei o socialismo. • Instituto Liberal →
— Há 1 mês
#luciana genro  #Flavio Morgenstern  #link  #link externo 
"Você não consegue comida chinesa delivery na China e charutos cubanos são racionados em Cuba. Isso é tudo o que você precisa saber sobre comunismo"
 P. J. O’Rourke
— Há 1 mês
#P. J. O’Rourke  #citação  #citações  #comunismo 
"D. Helder já esqueceu tanto a letra do Hino Nacional quanto a da Ave-Maria. Prega a luta armada, a aliança do marxismo e do cristianismo. Se ele pegasse uma carabina e fosse para o mato, ou para o terreno baldio, dando tiros em todas as direções, como um Tom Mix, estaria arriscando a pele, assumindo uma responsabilidade trágica e eu não diria nada. Mas não faz isso e se protege com a batina. Sabe que um D. Helder sem batina, um D. Helder almofadinha, de paletó ou de terno da Ducal, não resistiria um segundo. Nem um cachorro vira-lata o seguiria."
Nelson Rodrigues sobre Dom Helder Câmara
— Há 1 mês
#nelson rodrigues  #dom helder camara  #catolicismo  #citações 
O “Brave New World” lá fora …

Lembrei hoje daquele caso do diálogo travado no Twitter Richard Dawkins em que ele comentou que seria imoral trazer ao mundo alguém com Síndrome de Down.


Percebendo que o que falou é uma grotesca apologia a eugenia e, graças a Deus, isso ainda escandaliza boa parte do mundo (que já teve experiências terríveis disso no Nazismo) ele fez uma longa nota “se explicando”.
Nessa nota ele escreveu:

“(…) se a sua moralidade é baseada, como a minha, no desejo de incrementar a felicidade e reduzir o sofrimento, a decisão deliberada de dar à luz a um bebê com Síndrome de Down quando pode escolher abortá-lo nos primeiros estágios gravidez poderia ser, na verdade, imoral do ponto de vista do bem estar da criança”.


Eliminar os fracos em prol do “mundo melhor” é a mesma cantinela floreada de expressões hippies e embriagadas de desejos “nobres” como “reduzir o sofrimento no mundo” que os nazistas tinham.
Eu tenho medo das boas intenções.
As piores coisas foram feitas nas melhores das intenções. Genocídios foram praticados na tentativa de separar o sofrimento do mundo.
O sofrimento é inseparável do mundo.
Não dá para criar um mundo asséptico sem considerar transformá-lo num “Brave New World” de Aldous Huxley. Colocaremos um comprimido de Soma na boca toda vez que surgir alguma dúvida ou insegurança?
Perder a capacidade de lidar com o sofrimento é uma coisa terrível.
Tenho uma certa paz de espírito quando entro numa Igreja Católica tradicional. Não é por nenhum sentimento religioso. O interior de uma Igreja Católica é radicalmente o oposto do mundo lá fora. As imagens de Cristo cravado na cruz e de Maria chorando de dor aos seus pés me faz lembrar da existência do sofrimento e do sacrifício no mundo. Ali eu lembro que pessoas (e até deuses) sangram.


Sou daqueles que acha que ninguém deveria entrar numa Igreja Católica pra “ficar bem”. Ali, pra mim, é lugar para contrição, é para se “sentir mal” mesmo. Ali é lugar para você rejeitar o “Brave New World” e encontrar um verdadeiro antídoto contra o Soma.

— Há 1 mês
#gabriel vince  #brave new world  #admirável mundo novo