A Top Magazine fez um ensaio fotográfico com a Sininho.
Ela aparece toda sorrisos, com figurino montado, bem maquiada, pernas lisas e com aquele bracinho levantado, lembrando todos que ela é uma revolucionária. 
Bonitinha até. 
Nem parece que é uma perseguida política.
O ensaio acompanha uma entrevista onde ela fala (novamente) sua relação com os membros da tática Black Bloc,
Nessa entrevista ela até afirma que houveram erros (olha que espírito auto-crítico sensacional) como aquele errinho básico de acertar um cinegrafista com um rojão (quem nunca?), tudo na melhor das intenções.
A glamourização disso tudo era apenas questão de tempo. 
A Top Magazine, revista dedicada aos temas “luxo”, “trends” e “lifestyle”, e lida por madames entediadas, poderia inaugurar logo a sessão “Socialites Socialistas”, ia fazer um tremendo sucesso.

— há Há 4 dias com 1 nota
#fotos  #imagens  #sininho  #black bloc  #top magazine  #gabriel vince 
Relato de um ex-defensor do aborto

Já fui um defensor do aborto. Na década de 80 e 90 eu tinha clara consciência científica de que “embriões não passam de punhados de células”. Não há ninguém ali, é preciso esperar o “sistema nervoso central para, como num passe de mágica, receber o estatuto de ‘pessoa’”. Na minha cabeça de estudante de química, um alface tinha mais valor do que um embrião, já que poderia ser usado, pelo menos, numa deliciosa salada, enquanto embrião, em alguns casos, é um verdadeiro estorvo – sobretudo para adolescentes, mulheres estupradas ou violentadas pelos seus maridos. Há uma distinção radical entre ser uma coisa e ser uma pessoa. Uma coisa não tem valor, uma pessoa tem valor irredutível. Parece relativamente fácil transformar uma coisa em pessoa, uma vez que nenhum fato revela imediatamente o seu valor. Mas ninguém tem autoridade em atribuir ou retirar este valor de alguém como se fosse um penduricalho. O valor de uma pessoa é incondicional e está lá ou nunca estará desde o momento em que aquela vida embrionária se individualiza naquele ser, vivo e humano. Não seria homem se já não fosse desde o início. O método empírico das ciências positivas, isto é, a ciência dos fatos, faz dos homens meros fatos empíricos. Não há nada além daquilo que o método empírico possa enxergar, analisar e explicar. Os homens são, para biologia, um fato biológico; para a química, um fato químico; para a física, um fato físico. O que é o homem em sua totalidade não é pergunta que possa ser respondida por nenhum ciência desses “fatos”. A fim de confundir a discussão, o defensor do aborto diz que aquele que se opõe ao aborto transporta para a discussão suas crenças religiosas. Deixei de ser “abortista” antes de me converter ao cristianismo. E meu argumento era simples: nenhuma ciência é capaz de dizer “objetivamente” o que o homem é em sua totalidade. Diz o que é o homem segundo o método de investigação, portanto, retalha a humanidade do homem desde o início. Há, portanto, um “algo” no homem irredutível e que não pode ser objeto de ciência. Aquilo que determina um embrião humano ser distinto de um embrião de cachorro e de um pedaço de mineral. Dessa ignorância congênita a melhor opção é mantê-lo vivo e humano. O valor irredutível da vida emerge dessa nossa incapacidade de compreendê-la objetivamente em sua totalidade.

— há Há 1 semana com 1 nota
#francisco razzo  #aborto 
O que a Suíça tem a nos ensinar

É interessante notar o que uma população armada é capaz.
Tal como os EUA, a Suíça ganhou sua independência através de uma guerra revolucionária feita por cidadãos armados. Em 1291, alguns cantões iniciaram uma guerra de libertação nacional contra o império Habsburgo da Áustria.
Pelos quatro séculos seguintes grandes impérios europeus surgiram e cairam, levando consigo muitos países mais fracos. A Rússia e a França chegaram a invadir seu território, e os Habsburgos, e posteriormente o Império Austro-Húngaro, foram uma constante ameaça. Mas a Suíça quase sempre manteve sua independência. A política suíça era “prevenção da guerra através da determinação em se defender”.
Durante a 1ª Guerra Mundial, tanto a França como a Alemanha consideraram a hipótese de invadir o território suíço para atacar o flanco do outro. Só consideraram, eles não tinham a menor chance.
Na 2ª Guerra Mundial, Hitler queria as reserva suíças de ouro e precisava de comunicação e trânsito livres pelo país para abastecer as forças do Eixo no Mediterrâneo. Porém, quando os estrategistas militares viram os cidadãos bem armados, a terra montanhosa e as fortificações civis de defesa, a Suíça deixou de ser um alvo atraente para invasões.
Enquanto duas guerras mundiais devastavam cidades e países, a Suíça gozava de uma paz segura.
Não apenas paz e segurança contra estrangeiros, mas contra os inimigos internos … alguém se lembra de alguma ditadura na Suíça? Eu não lembro de nenhuma …
Dado isso, considero um COMPLETO IDIOTA qualquer pessoa pró-desarmamento.

— Há 1 semana
#suiça  #desarmamento  #gabriel vince 
Folha de São Paulo defende a Pedofilia

Um artigo de Hélio Schwartsman saído ontem, 21/09/2014, na Folha de São Paulo, me deixou totalmente perplexo.
Comentando sobre a polêmica da Vogue Kids o autor simplesmente utilizou do seu espaço para defender a pedofilia e já falar em pedofilofobia.

Entre os argumentos do articulista está:

"Ainda que se admita que as imagens sejam sensuais, isso configura um caso em que o Estado deve ser acionado para passar por cima da autonomia das jovens modelos e de seus pais que autorizaram sua participação na campanha?"

Autonomia das jovens modelos?
Não existe autonomia sem discernimento… e isso independe dos pais autorizarem (boa parte das meninas menores de idade que são prostitutas não apenas tem consentimento dos pais, mas são forçadas por eles).

Esse artigo é uma incitação CLARA ao estupro.

Isso pra mim não é nem pra ser discutido.
Não quero argumentar, o mínimo que uma sociedade saudável poderia fazer é um boicote geral a Folha até ela demitir esse articulista, um escárnio público.

Peço a todos que tornem isso público em seus blogues; Não podemos naturalizar coisas como Pedofilia em nosso país.

Aqui está o artigo:
http://goo.gl/0ICt7P

— há Há 1 semana com 1 nota
#folha de são paulo  #pedofilia  #Hélio Schwartsman  #gabriel vince 
Carta aberta a Luciana Genro pt. 1: Eu aceito o desafio e estudei o socialismo. • Instituto Liberal →
— Há 1 semana
#luciana genro  #Flavio Morgenstern  #link  #link externo 
"Você não consegue comida chinesa delivery na China e charutos cubanos são racionados em Cuba. Isso é tudo o que você precisa saber sobre comunismo"
 P. J. O’Rourke
— Há 1 semana
#P. J. O’Rourke  #citação  #citações  #comunismo 
"D. Helder já esqueceu tanto a letra do Hino Nacional quanto a da Ave-Maria. Prega a luta armada, a aliança do marxismo e do cristianismo. Se ele pegasse uma carabina e fosse para o mato, ou para o terreno baldio, dando tiros em todas as direções, como um Tom Mix, estaria arriscando a pele, assumindo uma responsabilidade trágica e eu não diria nada. Mas não faz isso e se protege com a batina. Sabe que um D. Helder sem batina, um D. Helder almofadinha, de paletó ou de terno da Ducal, não resistiria um segundo. Nem um cachorro vira-lata o seguiria."
Nelson Rodrigues sobre Dom Helder Câmara
— Há 1 semana
#nelson rodrigues  #dom helder camara  #catolicismo  #citações 
O “Brave New World” lá fora …

Lembrei hoje daquele caso do diálogo travado no Twitter Richard Dawkins em que ele comentou que seria imoral trazer ao mundo alguém com Síndrome de Down.


Percebendo que o que falou é uma grotesca apologia a eugenia e, graças a Deus, isso ainda escandaliza boa parte do mundo (que já teve experiências terríveis disso no Nazismo) ele fez uma longa nota “se explicando”.
Nessa nota ele escreveu:

“(…) se a sua moralidade é baseada, como a minha, no desejo de incrementar a felicidade e reduzir o sofrimento, a decisão deliberada de dar à luz a um bebê com Síndrome de Down quando pode escolher abortá-lo nos primeiros estágios gravidez poderia ser, na verdade, imoral do ponto de vista do bem estar da criança”.


Eliminar os fracos em prol do “mundo melhor” é a mesma cantinela floreada de expressões hippies e embriagadas de desejos “nobres” como “reduzir o sofrimento no mundo” que os nazistas tinham.
Eu tenho medo das boas intenções.
As piores coisas foram feitas nas melhores das intenções. Genocídios foram praticados na tentativa de separar o sofrimento do mundo.
O sofrimento é inseparável do mundo.
Não dá para criar um mundo asséptico sem considerar transformá-lo num “Brave New World” de Aldous Huxley. Colocaremos um comprimido de Soma na boca toda vez que surgir alguma dúvida ou insegurança?
Perder a capacidade de lidar com o sofrimento é uma coisa terrível.
Tenho uma certa paz de espírito quando entro numa Igreja Católica tradicional. Não é por nenhum sentimento religioso. O interior de uma Igreja Católica é radicalmente o oposto do mundo lá fora. As imagens de Cristo cravado na cruz e de Maria chorando de dor aos seus pés me faz lembrar da existência do sofrimento e do sacrifício no mundo. Ali eu lembro que pessoas (e até deuses) sangram.


Sou daqueles que acha que ninguém deveria entrar numa Igreja Católica pra “ficar bem”. Ali, pra mim, é lugar para contrição, é para se “sentir mal” mesmo. Ali é lugar para você rejeitar o “Brave New World” e encontrar um verdadeiro antídoto contra o Soma.

— Há 1 semana
#gabriel vince  #brave new world  #admirável mundo novo 
Sobre a Independência da Escócia

SOBRE A INDEPENDÊNCIA DA ESCÓCIA, deixa eu explicar um bereguedete para vocês, caros guerreiros Toddynho querendo fazer cosplay de William Wallace: ser livre do Reino Unido para atrelar o rabicó à União Européia é o CONTRÁRIO de independência.

O Reino Unido se livrou da desgraça do euro porque tinha bala na agulha, sendo isolado do continente e uma economia poderosíssima para ter de seguir ditame alheio. Se fosse a Escócia independente naquela época, adivinha o que aconteceria? Pois é, Escócia com euro, pagando na moeda a dívida dos funcionários públicos excedentes de Grécia, Itália, Espanha e afins.

E sabe por que a Europa, que tem em cada país uma população ridiculamente menor que a americana, ainda tem poucos atentados terroristas de gente que quer que vocês morram simplesmente por não ficar de quatro expondo a rabadilha na direção oposta de Meca 3 vezes ao dia e não cortarem o clítoris de suas mulheres e filhas aos 5 anos?

Porque atacar um único país europeu, POR CONTRATO, implica tomar resposta na bunda partindo de TODOS os outros juntos. Do contrário, tanto Putin quanto o califado mundial já teria invadido porções significativas da Itália, Portugal, Irlanda, Áustria e afins.

Aliás, eles já fazem, mas por ora pelo método de tomar a população e se reproduzir feito baratas (“Mohammad” já é o nome de batismo mais comum na Inglaterra e até na gélida Noruega) ganhando eleições. Até na imortalmente neutra Suíça rolou a polêmica dos minaretes das mesquitas, que os suíços sabiamente souberam proibir, abandonando sua postura de “não é comigo” ao notar o perigo. Apenas não fazem atentados MILITARES por isso.

Enquanto há uma guerra por espaços no mundo, não adianta acreditar que a vida lá fora é tão segura quanto o Facebook, onde temos nosso espaço e nossa lista de amigos privada garantidas, pois lá no mundo real o espaço que um toma não pode ser ocupado por outro - não é cyberespaço, são dois corpos que não ocupam o mesmo lugar, e um toma lugar do outro. Lei básica da física.

Se ainda temos um Ocidente, mesmo com 1/3 do mundo tentando substituí-lo pelo califado, 1/6 na China e o poder imperialista russo comendo solto, é porque a agressão a um significa agredir toda a Europa e/ou toda a América. E ninguém quer a OTAN fungando no cangote.

Portanto, amiguinhos, OTAN e UE são uma desgraça, mas são males necessários. E sim, temos a obrigação de responder a cada ataque, mesmo lá na casa do cacete que não tem nada a ver com a gente, porque se formos brincar de ultra-separatismo, em 10 anos os países menores deixarão de ser ocidentais à força.

Somos NÓS que estamos protegidos quando nos obrigamos a sermos fortes - do contrário, seremos só ilhazinhas facilmente substituíveis. Trocamos a possibilidade de sermos um bispo ou torre no xadrez para sermos peões. O que parece algo sobremaneira imbecil.

E não, se a América e a OTAN deixarem de ser a polícia do mundo, o que vai acontecer não é paz e o ISIS (que tem mais britânicos alistados do que o Exército da Rainha) vai virar a Nuvem Rosa dos Ursinhos Carinhosos. O que vai acontecer é que os ataques serão a alvos cada vez maiores, mas que estarão mais fracos. E logo ele estará comendo os NOSSOS amados rabos, estuprando as NOSSAS maravilhosas esposas, vendendo as NOSSAS queridas filhas como escravas sexuais e degolando as NOSSAS honradas cabeças!

E vocês acham mesmo que o Putin vai dizer: “Que legal, agora não tem mais polícia mundial, posso finalmente pegar minha dacha e me aposentar fazendo aula de judô”? Vocês não podem ser burros a esse ponto, sério.

Hoje, lutar por nossa liberdade é lutar com os grandes que mantém o Ocidente ocidental. Brincar de ser forte sozinho é só ser “formador de opinião” de Facebook desconhecido até da mãe. E ser só um cosplay ridículo de William Wallace que não consegue nem empunhar uma espada em público sem tomar couro até das velhinhas passando.

Flavio Morgenstern

— há Há 1 semana com 1 nota
#Flavio Morgenstern  #escócia  #independência 
O melhor inimigo que o dinheiro pode comprar

Quando eu era marxista eu tinha sempre esse pequeno demônio em meu ombro direito repetindo o estranho fato da história do socialismo marxista estar atrelada a grandes capitalistas.
Eu tentei impugnar esse fato repetindo para mim mesmo a cantinela da “teoria da conspiração” e tentava me convencer do suposto “absurdo” de existir grandes capitalistas financiando socialistas-marxistas ao redor do globo em toda sua história.
Primeiro, o fato de milionários financiar socialistas-marxistas não é uma novidade nem na ORIGEM da história do marxismo se você considerar que quem financiou reuniões, congressos e ainda por cima é co-autor da teoria marxista é Engels, nada menos que herdeiro de um rico patrimônio construído por seu pai, um industrial de Barmen na Alemanha.
O desenrolar desse “insight” me deu um teor interessante de desconfiança em várias coisas relacionadas a história do marxismo no mundo.
Uma delas o grande salto tecnológico da União Soviética. O que era utilizado como propaganda do regime soviético foi pra mim mais um reforço da minha desconfiança.
Todos sabemos como se deu o salto tecnológico na Inglaterra e nos Estados Unidos.
Sabemos do acúmulo de capital (lícito e ilícito) dos ingleses e como isso financiou a Revolução Industrial. Conhecemos com detalhes a vida dos grandes industriais pós-Guerra Civil nos Estados Unidos e como eles conseguiram LITERALMENTE construir a América (também, de diversas formas, incluíndo lícitas e ilícitas). O salto soviético, no entano, era uma incógnita pra mim. Um grande hiato. Ninguém explicava direito.
Stalin realmente pegou um país agrícola e semi-medieval e transformou numa potência tecnológica, militar, sideral e segunda maior potência no mundo. Só que ninguém tira leite de pedra a não ser por milagre (e Stalin não era nenhum santo) era óbvio que a URSS estava recebendo financiamento de alguém.
Essa resposta me veio quando conheci o livro “The Best Enemy Money Can Buy” do economista e historiador britânico Antony Cyril Sutton (autor de 26 livros sobre o tema).
Neste livro ele explica COMO a URSS conseguiu esse salto.
Com montanhas de documentação, na sua maioria de fontes governamentais e empresariais, Sutton mostra que a tecnologia militar soviética foi fortemente dependente dos Estados Unidos e aliados presentes, através de “comércio pacífico, programas de intercâmbio entre outras coisas.
Se quiserem dar uma lida
http://www.reformed-theology.org/html/books/best_enemy/
Eu não sei se o livro está inteiro, mas ele existe no Amazon, dá pra comprar.

— Há 1 semana
#marxismo  #gabriel vince 
"Lembremos que a palavra “genocídio” não existia na época de Marx e Lênin. Ela foi inventada em 1943 por um jurista polonês de origem judaica. Mas Marx e Lênin, embebidos na moda evolucionista, só que aplicada à história e às classes, além das nações, afirmavam claramente que aquelas categorias sociais que não se adequassem à nova ordem social deveriam ser exterminadas. Dentre essas categorias sociais, poderiam ser etnias, nações e raças. A diferença entre Hitler e Lênin é apenas de foco e nomenclatura.Luciana Genro participa espiritualmente do genocídio, só que com uma nova roupagem. Cuspa no passado socialista para repetir o velho socialismo. Cuspa no velho PT pra fazer um velho PT com nova nomenclatura. É a fórmula Luciana Genro de ser."
Leonardo Olivaria
— Há 1 semana
#Leonardo Olivaria  #conde  #marx  #lenin  #genocídio  #hitler  #comunismo  #nazismo 
Luciana Genro no programa The Noite - Danilo Gentili

Vou refazer minha análise a Luciana Genro no programa “The Noite” ontem.
Bem, primeiro fica óbvio que Danilo e companhia não são intelectuais e que Luciana era a mais estudada dali.
Luciana traçou seu plano de governo e, ao meu ver, foi ali para exibi-lo. Exibiu de forma clara e sem rodeios (que é uma qualidade) dando muita ênfase naquele “imposto sobre grandes fortunas” como panaceia para resolver todos os problemas do país.
Quem não sabe, o projeto de imposto sobre grandes fortunas é do PSDB de Fernando Henrique Cardoso. PLP 162/89, do Senador Fernando Henrique Cardoso (23-6-89), atual no 202/ 89.
Alias, isso nem é uma ideia de origem socialista, quem sugeriu lançar as sementes do que conhecemos sobre imposto proporcional e o progressivo foi Adam Smith (Riqueza das Nações, 1985, p.247). Dado isso, há liberais que podem ou não concordar com isso, depende da escola (o liberalismo tem muitas).
O que Danilo & CIA queriam mesmo é enfezar a candidata não com perguntas “administrativas” mas “ideológicas” (por conta dela ser assumidamente socialista) e, por menos estudados que eles sejam (ou aparentam), esse é um tipo de calo que eles pisaram.
A saída da Luciana é a mesma de qualquer socialista pós-Kruschev. “Deturparam Marx”, “Aquilo não é socialismo” e “Nunca houve socialismo”. Não adianta querer fazer contagem de cadáver com eles pois eles não associam os regimes tirânicos socialistas ao socialismo. O socialismo para eles ainda é um ideal imaculado. Dado isso eles vão, pra sempre, rejeitar o “stalinismo”, o “maoísmo”, “hoxhaismo”, o “juche” e alguns até o “castrismo” (embora façam muitas ressalvas neste caso) tanto quanto qualquer liberal.
Se não explicar que há causas lógicas que explicam porque toda vez que o socialismo foi posto em prática ele gerou governos totalitários e que vai ser sempre assim independente da boa intenção de qualquer um a conversa não vai andar.

— há Há 2 semanas com 1 nota
#luciana genro  #the noite  #danilo gentili  #gabriel vince 
A Homogeneidade Ideológica na eleição de 2014 no Brasil

É notável a homogeneidade ideológica da eleição presidenciável deste ano – e de outros anos. Primeiro, o PT. Partido dos Trabalhadores, que camuflou seu discurso socialista num tipo latino-americano de socialdemocrata. No próprio estatuto do partido, Art.1º, ponto em que trata dos objetivos, é traçado “o objetivo de construir o socialismo democrático”. Segundo, o PSB. Partido Socialista Brasileiro. Um partido declaradamente de esquerda pelo viés não revolucionário mas democrático. Os objetivos socialistas são bem mais claros do que os do PT. Por exemplo, no Art. 1º do estatuto do partido fala-se claramente em “democratizar o Estado através dos mecanismos que garantam participação da sociedade civil” e, mais do que isso, “socializar os meios de produção”. No Art. 2º não deixa dúvidas de seus objetivos: “é finalidade do PSB lutar pela implantação da democracia e do socialismo no País”. Terceiro, PSDB. Partido da Social Democracia Brasileira. Focado mais na democracia e menos no socialismo, o PSDB é, ainda assim, um típico partido de esquerda – a direta da esquerda. Um dos seus objetivos basilares, como expresso no Art. 2º do estatuto, é, pois, “a distribuição equilibrada da riqueza nacional entre todas as regiões e classes sociais.” Ou seja, fazer a distribuição de renda por meio de intervenções estatais e economia planejada, embora menos socialista do que PSB, por exemplo. Partidos revolucionários são de menor expressão: PCB – Partido Comunista Brasileiro. De orientação leninista-marxista clássica. PCO – Partido da Causa Operária. Nasceu da ala radical e socialista do PT. Com fortes tendências trotskista. PSTU – Partido das Lutas e do Socialismo. Sem mais. PSOL – Partido Socialismo e Liberdade. Todos dissidentes da esquerda sindicalista petista, ou seja, são a esquerda da esquerda. O PV, Partido Verde, pense ser Deus – panteísta, claro: “O PV é um instrumento da ecologia política. Sua existência não é um fim em si mesmo”. Agora entenderam por que eu não voto em ninguém?

Francisco Razzo

— Há 2 semanas
#francisco razzo  #esquerda  #eleições 2014