A polêmica censura da Rachel Sheherazade

O problema de quem acha que o governo não praticou censura nesse caso da Rachel Sheherazade é de achar que a questão foi meramente um acordo comercial entre SBT e governo. 

NÃO FOI!
Isso é um argumento liberal pra lá de distorcido.

SBT e governo não estão em pé de igualdade jurídica para se ter um acordo comercial. O governo pode vetar verbas para o SBT mas o SBT não pode exigir uma sonegação em contrapartida, ou seja, que raios de acordo comercial é esse em que só uma parte pode se utilizar de recursos especiais? 

Como todo mundo, pessoa física e jurídica, pagam IMPOSTO o governo tem como REGRA a prática da isonomia, ou seja, ele não tem o direito de vetar recursos de nada, ele não tem direito nenhum de fazer pressão econômica (com o nosso dinheiro).

Resumindo. É CENSURA sim.

— Há 3 dias
#Rachel Sheherazade  #censura  #governo  #gabriel vince 
Gabriel Garcia Márquez

GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ PARTIU DESSA PRUMA MELHOR no céu dos comunistas onde viverá as memórias de suas putas tristes com as prostitutas bonitas que o Manuel Bandeira namorava e vocês já vão começar com aquela encheção pedindo minha opinião sobre homem, obra, morte e opiniões pessoais do sujeito, então vou me adiantar um pouco.

Não sou gabaritado pra falar de Márquez não apenas porque desconheço sua obra, mas porque desconheço simplesmente qualquer coisa em língua espanhola, minha religião não permite, não fico puxando saco nem do Vargas-Llosa, que dirá do Marx Jr, o o marxista moreno da literatura hispano-americana, o que deve ser a pior catalogação de “corrente” literária já inventada.

Posso dizer só que tenho um puta preconceito (ou pós-conceito) com o tal “realismo mágico”, o movimento mais bonito da pintura pós-Romantismo, uma idéia genial na literatura, mas que nunca vi UM PUTO que tenha feito alguma coisa boa com a idéia de ser realista e ao mesmo tempo sobrenatural. Você espera que seja uma espécie de mito moderno, alguma lição sobre a vida, a realidade e nosso próprio ser como são quaisquer três páginas da Odisséia, mas em versão romance moderno, e é tudo uma chatice monga de neguinho trepando com 200 pessoas em uma hora, ou uma cidade em que todo mundo acorda broxa, ou a família em que todo mundo vive 200 anos coçando o saco, e pra que o sobrenatural, senão pra compensar uma falta de talento latente do caboclo em escrever uma história com roteiro surpreendente, personagens de profunda psicologia ou uma alma maior do que o mundo precisando abarcá-lo e ainda manter a sanidade?

Não, é tudo uma masturbação mental coletiva chata que só a porra (tá, porra não costuma ser chata, mas é chata na masturbação mental coletiva), sempre repetindo os velhos dilemas entre sonhos partidos, fase anal mal resolvida e casar com uma mocréia do vilarejo que não entende suas piadinhas sobre literatura e explicar que a desigualdade e a tragédia humana estão condensadas numa dialética mágica ali.

Mas tem uma coisa que eu acho muito válida que é romper tabu DE VERDADE, não romper tabu com uma medida de versificação igual esses “revoucionários” ooooohhhhh fazem, ou defender umas idéias perebas de 1917, mas romper tabu e incomodar seu leitor DE VERDADE, e um dos maiores tabus é falar mal de quem acabou de morrer. Não vou falar do Gabriel García Márquez pelos motivos supra-citados, mas já que li isso num blog e não acho mais, posso falar mal de seus fãs. Mais especificamente, de qualquer um que chame Gabriel García Márquez de GABBO.

Sério, é ouvir isso e já sinto aromas de bares caríssimos de cerveja ruim e caríssima na Vila Madalena. Hippie chic que faz ECA e fuma muita erva antes de ler Adorno pra causar. Gente que critica o consumismo e consome num mês aproximadamente o que ganho em um ano e pouco.

São uns ratos de Nobel, povo que arrota cada autor moderninho como se fosse Shakespeare, porque oh, pra que ler literatura “ultrapassada” como esses Goethes, Gabbo fala diretamente ao nosso tempo, à nossa alma, nossa, parece que ele escreveu PRA MIM esse romance mágico, me sinto em Marcondo, nossa, lá sou amigo do rei, vou ver o que mais tem de lançamento de caras que estão revolucionando a literatura falando por coincidência de uma coisa que acontece a menos de 2 mil quilômetros de onde eu moro, porque isso é tudo o que conheço da realidade (e qualquer um que fale de algo além desses muros hispano-americanos é um alienado que tá viajando na maionese).

Tá, o Nobel já foi dado pra gente mais cretina (leiam 3 páginas do conto “A Pianista” de Elfriede Jelinek, que gerou o filme “A Professora de Piano”, e vejam se não dá vergonha ganhar um Nobel depois daquilo - não é ruim ruim, é ruim DAN BROWN pra baixo, mas como é feminista, nossa, que sensibilidade, que progressista, que mimimi), e tem também umas pulhas molde José Saramago ou Günther Grass, mas essa é a turma que ainda faz literatura com PÚBLICO ALVO, e isso é a própria definição de um escritor que nunca conseguiria despertar a minha atenção.

E o público alvo do cara é necessariamente o radical chic, o esquerda caviar, o progressista de indignação coletiva, mas isso não tem nada a ver com política, e justamente com MERCADO: é uma literatura meio almofadinha, feita para quem não perde nada de Cortázar, Isabel Allende, Cabrera Infante, Carlos Fuentes e não entende bem qual a graça de Octávio Paz ou Jorge Luis Borges, mas nunca lê nem a comunada americana - não entende nada de Norman Mailer, Truman Capote, só lê Hemingway em Paris, e pior: Mark Twain, Joseph Conrad, Ambrose Bierce e Nathaniel Hawthorne (oh, que santa blasfêmia!) são grego pro caboclo.

Sabe esse público de literatura todo metidinho a fazer geopolítica com o lugar onde os autores nascem, e que acham que você não entende nada do riscado se não deglutir o mesmo? A mesmíssima turma maluco beleza que pra ler poesia só lê aqueles poeminhas do Modernismo e faz uma macaqueação verbal (quando não é de Letras, e aí faz até iniciação científica e depois dissertação) pra explicar por que aqueles poesias do cabra contando pedra na rua ou vendo índio (definitivamente a coisa que mais vemos no Brasil, né?) são as mais importantes do mundo, sempre JUSTIFICANDO a obra ruim, o tempo todo SE EXPLICANDO por que tá lendo algo tão caipira - e nada de ler algo que fale não ao seu presente pomposo e circunstancioso, mas sim ao seu ser eterno, como as obras que permanecem séculos atuais sem precisar nunca falar do presente.

E é por isso que esse realismo mágico é tão pereba e chato: o sobrenatural só aparece como tapa-buraco, é um Harry Potter metido a literatura de intelectual pra ser lido na Universidade como pináculo da literatura hispano-americana (prêmio Grandes Bosta de todo o sempre) que só substitui o real por um sobrenatural - um elevador por uma magia de vôo que hoje a tecnologia torna desnecessária.

Comparar isso com uma literatura nada “intelectual”, mas de um verdadeiro realismo mágico tangente, como Neil Gaiman faz em Deuses Americanos, é comparar um formigueiro com o Everest: a obra de um cara que começou fazendo quadrinhos é profundidíssima, fala da vida do homem em relação aos deuses primordiais, como não nos livramos dos nossos mitos até hoje e, claro, tem um roteiro que não se soluciona fácil e que sem o sobrenatural não teria como ser criado, com tantas magias se anulando numa engenharia de causa e efeito que mostra por que o “realismo” da coisa toda é tão surpreendente (isso quando ele não escreve com o Terry Pratchett ou pede ajuda pra ele solucionar o roteiro, claro). Mesmo o Clive Barker fazendo Desfiladeiros da Loucura é melhor - ou como chamar a obra de H. P. Lovecraft de outro jeito?! Mas, claro, isso não é literatura “séria”, não dá pra discutir na Vila Madalena e muito menos falar sem baixar a voz pro seu professor da USP.

Enfim, talvez o Gabbo seja um comunista que escreva bem, mas mesmo que o for, será inevitavelmente o Iron Maiden da literatura hispano-americana: a banda é legal, mas os fãs são uma merda. Os temas de sua obra já dão um certo sono antes de tentar se enfrentá-las - e por que fazer isso com tantos mitos tão verdadeiros com suas parábolas, enigmas e símbolos engastados em nossa alma infinita para serem lidos?

RIP García Márquez, e vou continuar torcendo pra você não ser tão pereba quanto seus fãs.

Flávio Morgenstern

— Há 5 dias
#Flavio Morgenstern  #gabriel garcia marquez  #literatura 
Tentei aprender russo mas…

Comentário feito por alguém em algum lugar do Orkut em 2008 sobre o aprendizado da língua russa:

"Tentei aprender russo, mas logo nas primeiras lições eu fui reparando que à medida que eu avançava nas primeiras lições, minha personalidade ia-se modificando; surgiam em mim estranhos desejos sádicos de bater em minha mulher - usando até a vara, de bater também em mujiques, de embebedar-me com vodkae falar alto além de um ímpeto irresistível de me ajoelhar diante de tiranos (por exemplo, sempre que o síndico do meu prédio passava eu me prostava, na mais abjeta submissão), de queimar hereges (como meu primo evangélico) e organizar pogroms contra judeus (cheguei a incitar um em minha vizinhança contra um agiota conhecido de todos nós) fui-me tornando místico e fatalista, comecei a sonhar com o dia em que a Mãe Rússia dominaria todos as nações.
Eu andava de um lado para o outro, com a garrafa de vodka na mão, em meio a delírios místicos e fantasias fatalistas, messiânicas, apocalípticas, em diatribes contra o progresso e o Ocidente, a voz embargada com nostalgia, falando agitado na Igreja Ortodoxa da Rússia, no Tsar, no grandioso destino da Rússia! - gesticulando as mãos nervosamente.
Tornei-me também celibatário - mas não larguei a vodka. Comecei a ter visões místicas com mais frequência. Eu me masturbava mas parava antes do clímax para provar a mim mesmo que eu era capaz de resistir a tentação! Ás vezes eu falhava nessa prova e então chorava e ia beber vodka.
Passei a acreditar que o terminal rodoviário que estava sendo construído perto da minha casa representava a Besta do Apocalipse. Não me lembro bem porquê mas na época fazia sentido.
Deixei crescer a barba e o bigode. Comecei a me referir a Stalin e a todos os czares como Grande Paizinho de Todos os Russos, com lágrimas nos olhos.
Então minha mama me falou pra eu parar com isso, largar a bebida, deixar de chamá-la de mamusska e ir cortar o cabelo e fazer a barba.
e foi assim que comecei a aprender russo e desisti.”

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— Há 1 semana
#russia  #gabriel vince  #rursso  #lingua russa 
Crítica ao Budismo

A tristeza no Budismo é explicada basicamente no conceito que eles chamam dos “8 ventos mundanos”.
Prazer, dor, ganho, perda, elogio, crítica, fama e vergonha.
Toda vez que temos apego e preocupação exagerada com o prazer, o ganho, o elogio e a fama, geramos como desequilíbrio a reação contrária de dor, perda, crítica e vergonha.

Até o ponto do “diagnóstico” está certíssimo (e isso formou até mesmo a filosofia de Schopenhauer).

Só que para desfrutar da verdadeira felicidade, segundo eles, você teria que sublimar esses desejos através das técnicas de meditação.
Ai vem minhas críticas ao budismo e o próprio modelo espiritual oriental como um todo.

A meditação é, querendo eles ou não, uma busca e um apego ao prazer, uma necessidade se sentir feliz, o que acaba colocando o meditante ainda no paradoxo dos 8 ventos mundanos.
Se você for estudar a meditação você vai ver que é um conjunto de técnicas que condicionam sua mente ao auto-engano constante. É uma mentira contada várias vezes de si para si, temperadas com coleções de Suttas, até elas, uma a uma, se tornar uma “verdade”.
Com o tempo e esforço você pode sim eliminar bastante do seu próprio desejo e até chegar ao sonhado nirvana, objetivo último no Budismo, a sublimação total dos 8 ventos mundanos.

Mas isso não muda a mentira inicial e no budismo, essa mentira, essa pequena contradição que não pode ser superada a não ser pelo simples looping de auto-concentração fingida (no começo), é essencial.

Como não há no budismo uma consciência do Ser Superior ele fica refém de técnicas para escamotear a condição essencial de penúria que é a condição humana.

O cristianismo é diferente. Por ter uma noção de um Ser Superior e um paraíso que não é deste mundo o próprio impacto dos fatores “prazer”, “dor”, “ganho”, “perda”, “elogio”, “crítica”, “fama” e “vergonha” são colocados num plano inferior automaticamente.
Quando se diz que nada mais importa realmente ao cristão do que Salvação da sua Alma e agrado a Deus os 8 ventos mundanos se tornam leves brisas.

Os budistas conseguiram sublimar as dicotomias de dor e prazer, os cristãos levaram elas ao extremo, quando caminharam felizes para as covas dos Leões perdoando todos os seus algozes, um “Nirvana” que nenhum budista poderá chegar. Essa é a poesia do sacrifício na real perspectiva do Cristianismo.

— Há 1 semana
#gabriel vince  #budismo  #cristianismo 
"A beleza corporal só se torna visível onde a diferença dos sexos é enfatizada ao máximo. O mundo islâmico dá sumiço nela por meio de uma indumentária assexuada. O Ocidente vai conseguir o mesmo efeito mediante a “política de gênero”. Vai ser a repartição democrática da feiura."
Olavo de Carvalho
— há Há 1 semana com 1 nota
#olavo de carvalho 
"Na URSS, Marx deturpa VOCÊ!"
— Há 1 semana
#urss  #marx  #gabriel vince 
O cinismo de Latuff

Eis que abro o Facebook e vejo esta merda de charge do Latuff:

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Desculpem por ter que voltar nesse assunto mas não aguento. Não existe coisa mais irônica do que ver um comunista como o Latuff apontar o dedo na cara de um religioso qualquer e dizer que, em nome de Deus, foram cometidos as maiores atrocidades do mundo.

O cinismo desse pessoal é impressionante. Se pegar toda os 4 séculos de Inquisição e cruzadas, as guerras bíblicas, o terrorismo islâmico, juntar tudo, não vai dar nem metade a soma do número de mortes da Revoluções Francesa (de evidente caráter anti-clerical) e daqueles genocídios praticados em nome de Marx.

Já que estamos falando de um comunista vamos falar dos comunistas.

“Deus é o inimigo pessoal da sociedade comunista.” (Vladimir Lenin, carta a Gorki).

Vamos ver os inimigos pessoais de Deus e o seus crimes?

O genocídio ucraniano, o famoso Holomodor, fruto direto da política criminosa de Stalin e a sua “lei da cinco espigas” matou de fome, em 1 ano, não menos que 3 milhões de pessoas e a prisão de outras tantas.
A URSS chegava a determinar a prisão de quem cometia o crime de pegar comida para si (sob alegação de roubar do Estado) com penas que variavam de 10 anos de trabalho forçado até a morte.
3 milhões de pessoas em 1 ano, você tem noção? São cerca de 82 mil pessoas mortas por dia.

Não vamos considerar as outras mortes cometidas pela URSS, só a mais escandalosa de todas. Passamos direto para o seu vizinho, a China comunista. Pois bem, vamos falar das 75 milhões de vidas ceifadas pelo maior carniceiro da história da humanidade, Mao Tse-Tung?
O número de cadáveres a ele atribuido (em tempos de paz) é de fazer inveja a qualquer imperador que o Oriente já viu, faz inveja a Genghis Khan.

Por falar em oriente que tal falar de Pol Pot e o Khmer vermelho que vitimizou cerca de 1,7 milhão de pessoas no Camboja entre 1975 e 1979?

E os estupros cometidos pelo Exército Vermelho em Dresden? E o genocidio cultural no cáucaso? E a perseguição religiosa? Tudo isso não seria, como que é mesmo, atrocidade?

Mas nem tudo é um mar de lágrimas.
A iconoclasta página Flatuff, que faz paródias do vermelhinho cartunista, lambe botas de ditador, já nos deu essa ótima releitura, bem mais próxima da realidade:

— Há 1 semana
#gabriel vince  #latuff 
Já tá bom né?

É MANEIRO recitar letras da Valesca Popozuda numa brincadeira. 
É aquele negócio que, de tão ruim, é bom. É engraçado, “beijinho no ombro”, “as invejosas” e essas coisas. Nunca reclamei dessa balbúrdia e até participo dela.
Agora, colocar ela numa prova de filosofia, valendo nota, é um pouco demais né? Mas tudo bem. A zoeira é bom pra descontrair, vai que a questão é eliminada e eu não sei. (afinal, ninguém é obrigado a saber letra de música de Valesca Popozuda né?).

AI ACONTECE O SEGUINTE. O próprio professor Antonio Kubitschek, o que aplicou a prova, afirma que não foi irônico: Valesca é sim uma “grande pensadora contemporânea”. Isso significa, entre outras coisas, que a questão provavelmente estava valendo DE VERDADE, quem errou ou simplesmente pulou achando que era só para descontrair perdeu ponto.

Isso causa indignação. ÓBVIO.

NÃO ESTAMOS SATISFEITOS. Ainda acontece o seguinte: A Valesca faz uma “resposta” a “perseguição contra o Funk” .
Perseguição? 
Sério mesmo amiga? 
Você lança discos à vontade, está nadando em dinheiro, recebe verba do Ministério da Cultura, cobra caro seus shows, enquanto artistas REALMENTE bons sofrem uma dificuldade enorme para conseguir seu espaço e você ainda está tem a pachorra de dizer que está sendo “perseguida”?

AINDA SIM. Um monte de gente compartilha com lágrimas nos olhos a bravata da amazona do Funk com o velho grito de guerra “Racistas!” (ein?) “Coxinhas!” (Ah! VTNC!) “Preconceituosos!” (não é preconceito mesmo, é pós conceito mesmo).

ISSO REFLETE MUITA COISA.

1 - A máxima “zoeira não tem limite” aqui é REALMENTE levada a sério.

2 - Basta alguém da área de humanas, diplomado de preferência, ver valor artístico em qualquer coisa que merda se transforma alquimicamente em ouro. 
Temos uma vocação para valorizar o que temos de pior, uma atração ENORME por “argumentos de autoridade”. Basta o professor falar que é decreto!! Magister Locuta Est Causa Finita Est.
Isso vai da pretensa genialidade de alguns “mitos intocáveis” da MPB ao Funk Carioca, a nova modinha, o novo protegido dos intelectuais.

3 - A vitimização aqui é ridícula, patológica, beira ao surreal!

4 - Qualquer opinião contrária é tratada como preconceito, não se discute ideias, se discute pessoas e intenções.

Voltem ao normal. Perdeu a graça galera!

— há Há 2 semanas com 1 nota
#valesca popozuda  #gabriel vince 

Fotos de Outra Vida

Com uma caixa cheia de negativos e fotos encontrados na frente do seu prédio há cinco ou seis anos, um romeno (anônimo) decidiu colecioná-las e fez delas um blog chamado Almostmemories. 
Desde então ele vem se dedicando a encontrar fotos na rua ou, às vezes, recebe-las de estranhos.

Segundo ele, em entrevista ao Vice 

Tento encontrar alguns artefatos visuais da vida cotidiana e da nossa história em comum. Com a intenção de destacar o passado recente, usei imagens tiradas entre os anos 1960 e os dias de hoje, usando estritamente fotos amadoras e pessoais de famílias e amigos. Uso aquelas fotos que costumamos guardar no fundo das gavetas e em caixas, aquelas das quais nos esquecemos ou que infelizmente perdemos ou paramos de tirar. Não procuro por trabalhos explicitamente artísticos.

Para ele a fotografia amadora tem uma vantagem que a fotografia de arte nunca terá, despretensão em relação ao um objetivo final distinto, funcionalidade democrática pura e documentação objetiva do mundo como ele é. 

Mais aqui
http://almostmemories.tumblr.com/

Entrevista
http://www.vice.com/pt_br/read/fotos-de-outra-vida

— Há 2 semanas
#fotos amador  #allmostmemories  #casual  #imagem  #imagens 
O ocultismo de Shakespeare →

“Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia.” (William Shakespeare)

Shakespeare foi um dos mais citados e representados dramaturgos de todos os tempos, com um legado que até hoje influencia todos os tipos de literatura e expressões artísticas modernas, Shakespeare deixou uma obra repleta de referências à imortalidade da alma, a espíritos benignos ou malignos, a fadas, duendes, lugares encantados, bruxarias e sortilégios. Nelas, os valores humanos são questionados e confrontados com valores espirituais, isso de forma dramática e às vezes cômica.

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— Há 2 semanas
#shakespeare  #william shakespeare  #ocultismo  #animal político 
Crítica de When Seconds Count - Survivor (1986) →

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When Seconds Count é o sexto album de estúdio do Survivor e o segundo com o vocalista Jimi Jamison. Esse disco, alias, essa banda não deve agradar nenhum pouco os mais radicais. Survivor é uma banda que, podemos dizer, é Hard Rock Pop por excelência. Não temos sessões instrumentais agressivas e as canções são focadas na melodia vocal e impulsionadas pelos sintetizadores, algo muito comum nos anos 80.

— Há 2 semanas
#survivor  #when seconds count  #crítica  #discos  #rock  #hard rock  #1986  #80s  #rock'n roll review 
"Um patriota deve sempre estar pronto para defender seu país contra seu governo"Edward Abbey

"Um patriota deve sempre estar pronto para defender seu país contra seu governo"
Edward Abbey

— Há 2 semanas
#edward abbey  #anarquia  #anarquismo  #patriotismo  #patriota  #governo  #imagem 
Marcha das Vadias contra o papa: a lógica "interna" do feminismo →

A manifestação da Marcha das Vadias contra o papa tem um objetivo claro: não enxergar quem é de fora do grupo como um ser humano com direitos.

Quando se discute idéias, a primeira precaução é procurar encontrar o termo preciso que diferencie as idéias, as intenções que as criam, os objetivos que visam, os meios utilizados, as conseqüências previstas e imprevistas de sua materialização e ainda as imagens que essas idéias deixarão na realidade.

É comum ignorar este rol de definições primárias e prolongar discussões que raramente conseguem alguma substancialidade maior do que a mera opinião. É a famosa equação de medir nossas idéias pelas intenções e medir as idéias do próximo pelas conseqüências.

Um tema que virou comum no fim da década passada foi o feminismo. A rigor, seria a defesa dos direitos das mulheres. Mas é preciso diferenciar intenções, o meio utilizado, o caminho que essas idéias buscam. Muitas outras idéias parecidas podem ser erroneamente misturadas aí.

Seria, por exemplo, natural chamar de feminista a Revolução Industrial, que multiplicou em 12 vezes o PIB per capita em menos de um século – a riqueza para as massas que permaneceu nulamente sem mudanças durante toda a História humana até então. As maiores afetadas foram as mulheres, que puderam ter mais filhos que deixaram de morrer pela drástica mortalidade infantil, e tiveram serviços cada vez mais leves com as novas máquinas. De uma população de 8,5 milhões, a Inglaterra saltou em um século para quase 36 milhões. Como não chamar de “feminista” algo que garantiu tantos direitos às mulheres, sobretudo o direito mais fundamental, de continuarem vivas e tendo continuidade?

Obviamente que ninguém chamaria uma revolução de maquinário de “feminista”, contudo. Com esse exemplo, fica óbvio que nem tudo o que defende os direitos das mulheres pode ser chamado de feminismo, e nem tudo o que chamamos de feminismo é simplesmente defesa desses direitos. Feminismo é uma busca por direitos específicos, através de um meio específico, com intenções específicas e objetivos específicos.

Dividir grupos humanos é uma tática coletivista já meio antiga. Os homens (ou melhor, os humanos) são categorizados por características escolhidas a dedo, e cria-se um discurso que enxerga sempre o próximo como uma ameaça, não um semelhante (a despeito de cores diferentes de pele, gêneros diferentes, orientações sexuais distintas, religiões adversas etc).

Toda ameaça massificada, onipresente e diversificada assim só pode ser combatida com leis draconianas contra o grupo tido como ameaçador e um poder de Estado policial cada vez mais capaz de invadir até as opiniões, crenças, palavras e pensamentos dos humanos postos em outro grupo (já se tem uma dica das intenções iniciais e conseqüências imprevistas do feminismo 2.0 a partir daí).

— há Há 3 semanas com 1 nota
#implicante  #implicante.org  #marcha das vadias  #papa  #crítica  #Flavio Morgenstern