Suassuna burro?

Recentemente, um produtor cultural paulista chamou Suassuna de ”velho burro” e ”conservador elitista” por causa de sua suposta incompreensão da cultura pop ‘internacional’, de matiz norte-americano, e por suas gozações com a arte de Michael Jackson e Madonna. Explicava o tal que Suassuna não conseguia perceber que por trás dessa arte pop se esconderiam os mesmos ”arquétipos” encontrados na cultura nordestina e qualquer outra, não podendo existir uma dimensão de superioridade entre elas.

O sujeito não compreendeu Ariano por inteiro, e do que entendeu não gostou, o que é direito dele. Não importa se por trás da cultura pop global se escondem os mesmos ”arquétipos” que nas culturas regionais, nordestina ou outra. O que importa é que os dito cujos se expressam por meio de uma ‘cultura’ cosmopolita média, de consumo, e de massas que ele, Suassuna, lia como uma paródia do vero universalismo. A cultura ‘internacionalista’ seria um pastiche porque valorada pelo gosto da massa, cuja realidade social é um mercado pasteurizador dos gostos, diferente das vivências e experiências das comunidades regionais, cujas raízes seriam muito mais profundas, e que, por isso mesmo, se prestariam, quando trabalhadas esteticamente, à degustação do verdadeira arte entendida em sua universalidade. Não é burrice, é uma concepção de arte diferente daquela do tal produtor. Não penso que o epíteto ‘elitista’ para Suassuna seja equivocado, mas ele foi ao mesmo tempo autenticamente popular de um modo que o ‘pop internacional’ jamais poderá ser.

André Luiz Dos Reis

— Há 22 horas
#suassuna  #ariano suassuna  #andré luiz dos reis 
Ainda sobre humor

"Atacar o poderoso” e “proteger o oprimido” não é papel do humor, isso é invenção … Humor sempre foi algo visceral, sanguinolento, cruel … COM TODOS

Estrangeiros, escravos, aristocratas e até deuses são sacaneados no humor … NÃO TEM ESSA de “esse aqui não pode” e “esse aqui pode”

Essa trava moral não existe …

As comédias de Aristófanes, por exemplo, apontava para vários habitantes escolhidos a esmo da cidade dizendo que vêm ali alguém que tem o que, numa tradição extremamente eufemística do grego, seria um “ânus alargado” para caber bastante idéias.

Se querem mais exemplos no humor temos a commedia dell’arte mostrando tanto a hipocrisia da nobreza quanto a falta de senso moral dos plebeus.

Gênios supremos da sátira Jonathan Swift e Samuel Johnson, que retratam cada cidadão das Ilhas Britânicas como glutões e indignos.

Não adianta… o humor é anárquico e insensível… é judeu fazendo piada com o holocausto… não gostar disso é não gostar de humor

O outro problema do dito “humor unidirecional” … é que o que é considerado opressor e oprimido varia dependendo das preferências políticas …

Fala pra mim… quantos esquerdistas reclamaram da “piadinha homofóbica” do Lula

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=c_2csPaWL4s

Agora imagina o Danilo Gentili, o Rafinha Bastos ou o “odiado da vez” fazendo a mesma piada … não sobrariam espaços de tantos artigos na Carta Capital e quejandos

Exemplo histórico:

Existe um comediante ucraniano chamado Yakov Smirnoff.
http://en.wikipedia.org/wiki/Yakov_Smirnoff

Ele é um imigrante da Ucrânia e fez sucesso nos EUA, na década de 80, por debochar do regime comunista. Ele é o inventor da reversal russa.

“In America, your work determines your marks.
In Soviet Russia, Marx determines your work! ”

O interessante é que o humor dele era considerado “contra-revolucionário” (ironicamente era considerado “opressor” … e os dirigentes soviéticos os “oprimidos”)

Comentários à parte, é Incrível que com piadas simples Yakov Smirnoff conseguiu mostrar a “maravilha” que era a União Soviética … o chamado Socialismo Real …

A graça vinha do fato que era um regime onde o governo escolhia tudo por você.O lugar que você moraria, a família que moraria com você até no que você teria que trabalhar. Na Reversal Russia … Marx deturpa você! HAHAHA!

here

— Há 1 semana
#gabriel vince  #humor 
deathandmysticism:

Satan tempting John Wilkes Booth to murder Abraham Lincoln, 1865

deathandmysticism:

Satan tempting John Wilkes Booth to murder Abraham Lincoln, 1865

(via yuriirigaray)

— há Há 1 semana com 609 notas
#john wikes booth  #abraham lincoln  #imagem 
Acabei de ler um texto, indicado pela Flavia Pucci, que começa assim: “Não gostar de futebol e quem sabe, preferir cuidar do visual e talvez dividir a conta ao invés de pagar tudo sempre. Essas são as conquistas do homem moderno”. Minha resposta. Primeiro, futebol é moderno, então essa não poderia ser uma “conquista moderna”. Há um anacronismo ideológico aí, uma espécie de petição de princípio. Mas tudo bem. Há também uma clara confusão entre “homem” e “ogro”, o espantalho é tratar todo homem como ogro, aí qualquer argumento fica fácil. Segundo, a ideia de “homem se cuidar” remonta ao período Homérico, passa pela Grécia Clássica (só ler alguns diálogos de Platão, o Banquete, por exemplo), Idade Média e Modernidade. Homens usavam peruca, faziam maquiagem e o salto Luis XV não tem esse nome à toa. Aliás, os grandes chefes de cozinha são homens e não é de agora. A verdade é que o feminismo não influenciou nada a não ser uma guerra estúpida. Homens sempre forem oprimidos pela tirania do sexo oposto. Martin van Creveld tem um livro ótimo sobre isso chamado O Sexo Privilegiado.

Sapatos de Richard Sackville, visual típico do século XVI.Francisco Razzo

Acabei de ler um texto, indicado pela Flavia Pucci, que começa assim: “Não gostar de futebol e quem sabe, preferir cuidar do visual e talvez dividir a conta ao invés de pagar tudo sempre. Essas são as conquistas do homem moderno”. Minha resposta. Primeiro, futebol é moderno, então essa não poderia ser uma “conquista moderna”. Há um anacronismo ideológico aí, uma espécie de petição de princípio. Mas tudo bem. Há também uma clara confusão entre “homem” e “ogro”, o espantalho é tratar todo homem como ogro, aí qualquer argumento fica fácil. Segundo, a ideia de “homem se cuidar” remonta ao período Homérico, passa pela Grécia Clássica (só ler alguns diálogos de Platão, o Banquete, por exemplo), Idade Média e Modernidade. Homens usavam peruca, faziam maquiagem e o salto Luis XV não tem esse nome à toa. Aliás, os grandes chefes de cozinha são homens e não é de agora. A verdade é que o feminismo não influenciou nada a não ser uma guerra estúpida. Homens sempre forem oprimidos pela tirania do sexo oposto. Martin van Creveld tem um livro ótimo sobre isso chamado O Sexo Privilegiado.

Sapatos de Richard Sackville, visual típico do século XVI.

Francisco Razzo

— há Há 2 semanas com 2 notas
#Francisco Razzo  #moda  #sexo 
O liberalismo e a Direita. →

Resulta sumamente sintomático e humorístico o facto de que hoje em dia se considere o liberalismo como uma doutrina de Direita quando em épocas anteriores os homens da Direita viram-no como um ardil, como uma força subversiva e desagregadora, da mesma maneira que na actualidade – os mesmos liberais – vêem o marxismo e o comunismo. Com efeito, a partir de 1848, o liberalismo, o nacionalismo revolucionário e a ideologia maçónica anti-tradicional, aparecem na Europa como fenómenos estritamente vinculados entre si e é sempre interessante revisitar os antigos exemplares da publicação Civilitá Católica para ver como esta se expressava relativamente ao liberalismo daquela época.

Mas nós deixaremos de lado tal circunstância para fazer uma breve menção, necessária para os nossos fins, em relação às origens do liberalismo. É sabido que tais origens há que procurá-las em Inglaterra, e pode dizer-se que os antecedentes do liberalismo foram feudais e aristocráticos: há que fazer referência a uma nobreza local zelosa dos seus privilégios e das suas liberdades, a qual, desde o Parlamento, tratou de defender-se de qualquer abuso da Coroa. Depois, simultaneamente com o avanço da burguesia, o liberalismo reflectiu-se na ala Whig do parlamento, opondo-se aos conservadores, os Tories. Mas há que referir que o partido desenvolveu a função de “oposição orgânica”, mantendo-se firme a lealdade face ao Estado, de tal modo que pôde falar-se em His Majesty’s most loyal opposition (a lealíssima oposição de Sua Majestade). A oposição exercia no sistema bi-partidário uma simples função de freio e controlo.

O factor ideológico de esquerda não penetrou no liberalismo senão num período relativamente recente, e não sem relação com a primeira revolução espanhola, de tal modo que a designação originária dos liberais foi a espanhola, é dizer, “liberales” (e não “liberals”, como em inglês). E é aqui que começa o declive. Deve ressaltar-se, pois, que o primeiro liberalismo inglês teve um carácter aristocrático: foi um liberalismo de gentleman, isto é, um liberalismo de classe. Não se pensou em liberdades que qualquer um pudesse reivindicar indistintamente. Subsiste ainda hoje em Inglaterra este aspecto são e, no fundo, apolítico do liberalismo: o liberalismo não como uma ideologia político-social, mas como a exigência de que, para além da forma particular do regime político, o sujeito possa gozar de um máximo de liberdade, que a esfera da sua “privacy”, da sua vida pessoal privada, seja respeitada e seja evitada a intromissão de um poder estranho e colectivo. Desde o ponto de vista dos princípios este é um aspecto aceitável e positivo do liberalismo que deveria diferenciá-lo da democracia, pois que na democracia o momento social e colectivista predomina sobre o da liberdade individual.

Mas aqui achamo-nos também perante uma mudança de direcção, posto que um liberalismo generalizado e indiscriminado, ao assumir vestimentas ideológicas, fundiu-se no continente europeu com o movimento iluminista e racionalista. Alcançou aqui o primeiro plano o mito do homem que, para ser livre e verdadeiramente fiel a si mesmo, deve desconhecer e recusar toda a forma de autoridade, deve seguir somente a sua razão, não deve admitir outros vínculos para além dos extrínsecos, os quais devem ser reduzidos ao mínimo, pois, ainda assim, sem eles nenhuma vida social seria possível. Em tais termos o liberalismo converteu-se em sinónimo de revolução e de individualismo (mais um passo e chega-se à ideia de anarquia). O elemento primeiro é visto no indivíduo, no sujeito. E aqui são introduzidas duas pesadas consequências sob a direcção daquilo que Croce denominou a “religião da liberdade” mas que nós denominaríamos melhor como fetichismo da liberdade.

A primeira consequência é que o indivíduo já se encontra “ evoluído e consciente” e portanto capaz de reconhecer por si mesmo ou de criar qualquer valor. A segunda é que do conjunto dos sujeitos humanos deixados em estado de total liberdade (laissez faire, laissez aller) possa surgir de maneira milagrosa uma ordem sólida e estável: haveria que recorrer à concepção teológica de Leibniz da denominada “harmonia preestabelecida” (pela Providência), de modo tal que, para usar uma comparação, ainda que as engrenagens do relógio funcionassem cada uma por sua conta, o relógio no seu conjunto marcaria sempre a hora exacta. A nível económico, do liberalismo deriva a “economia de mercado” que pode descrever-se como a aplicação do individualismo ao campo económico-produtivo, afectado por uma idêntica utopia optimista a respeito de uma ordem que nasce por si mesma e que é capaz de tutelar verdadeiramente a proclamada liberdade (bem sabemos onde vai parar a liberdade do mais fraco num regime de piratagem e concorrência desenfreada, tal como acontece nos nossos dias, não só entre indivíduos, mas também entre nações ricas e pobres). O espectáculo que hoje nos mostra o mundo moderno é um cru testemunho da arbitrariedade dessas posições.

Chegados a este ponto podemos tirar algumas conclusões. O liberalismo ideológico nos termos recém mencionados é evidentemente incompatível com o ideal de um verdadeiro Estado de Direita. Não pode aceitar-se a premissa individualista, nem a fundamental recusa de todo o tipo de autoridade superior. A concepção individualista tem um carácter inorgânico; a pretensa reivindicação da dignidade do sujeito resulta, no fundo, num menosprezo da mesma através de uma premissa igualitária e niveladora. Assim, nos tempos mais recentes, o liberalismo não colocou qualquer objecção ao regime do sufrágio universal da democracia absoluta, onde a paridade de qualquer voto, que reduz a pessoa a um simples número, é uma grave ofensa ao indivíduo no seu aspecto pessoal e diferenciado. Logo, em matéria de liberdade, descuida-se a distinção essencial entre a liberdade face a algo e a liberdade para algo (isto é, para fazer algo). Tem muito pouco sentido a manifestação de zelo a respeito da primeira liberdade, da liberdade externa, quando não se sabem indicar ideais e fins políticos superiores em função dos quais o uso da mesma adquira um verdadeiro significado. A concepção básica de um verdadeiro Estado, de um Estado de Direita, é “orgânica” e não individualista.

Mas se o liberalismo, remetendo-se à sua tradição pré-ideológica e pré-iluminista, se limitasse a preconizar a maior liberdade possível da esfera individual privada, a combater toda a abusiva ou desnecessária intromissão na mesma dos poderes públicos e sociais, se o mesmo servisse de obstáculo às tendências “totalitárias” em sentido negativo e opressivo, se defendesse o princípio de liberdades parciais (se bem que o mesmo deveria defender também a ideia de corpos intermédios, dotados justamente de autonomias parciais, entre o vértice e a base do Estado, que levaria a um corporativismo), se estivesse disposto a reconhecer um Estado omnia potens, mas não omnia facens (W.Heinrich), isto é, que exerce uma autoridade superior sem intrometer-se por todo o lado, a contribuição “liberal” seria positiva. Em especial, se levamos em conta a actual situação italiana, poderia ser também positiva a separação, propugnada pelo liberalismo ideológico, da esfera política face à eclesiástica, sempre que isso não signifique a laicização materialista da primeira. Contudo, aqui encontrar-se-ia um obstáculo insuperável, já que o liberalismo tem uma fobia a tudo o que possa assegurar à autoridade estatal um fundamento superior e espiritual e professa um fetichismo pelo denominado “Estado de direito”: isto é, um Estado da legalidade abstracta, como se a legalidade existisse por fora da História, e como se o Direito e a Constituição caíssem do céu e com um carácter de irrevocabilidade.

O espectáculo da situação a que conduziu a partidocracia neste regime de massas e de demagogia deveria fazer-nos reflectir sobre a antiga tese liberal ( e democrática) de que o pluralismo desordenado dos partidos seja garantia verdadeira de liberdade. E a respeito da liberdade reivindicada a qualquer preço e em qualquer plano, por exemplo no da cultura, seria necessário fazer hoje em dia uma série de precisões oportunas, se é que não se quer que tudo entre em colapso de forma acelerada. Hoje em dia pode ver-se muito bem de que coisas o homem moderno, convertido finalmente em “adulto e consciente” (de acordo com o liberalismo e a democracia progressista), se tornou capaz com a sua “liberdade”, a qual resultou muitas vezes na produção de vírus ideológicos e culturais que estão conduzindo à dissolução toda uma civilização.

Mas a esse respeito o discurso seria demasiado longo e tirar-nos-ia do marco da nossa análise. Supomos que com estas notas, ainda que de maneira extremamente sumária, foi colocado em evidência desde o ponto de vista da Direita tudo aquilo que de positivo e negativo possa apresentar-nos o liberalismo.

                              Julius Evola, Il Borghese, 10-10-1968

— há Há 2 semanas com 2 notas
#liberalismo  #liberalismo aristocratico  #direita  #esquerda  #Julius Evola 
Avaliação do desempenho do elenco da seleção brasileira

Júlio César: Não era para ser o goleiro titular nesse Mundial. Está muito longe dos anos áureos, não passando hoje de um jogador razoável. Tem a melancólica marca de ser o goleiro brasileiro mais vazado da história dos mundiais.
Jéfferson: Pode ser convocado ainda para o início do trabalho visando à Copa América e à reconstrução de uma seleção destroçada. Mas não estará na próxima Copa.
Victor: Mesmo causo de Jefferson.
Daniel Alves: típico jogador sortudo, tem seu nome marcado na história por ter participado de um dos maiores times já vistos, o Barcelona de Messi, Xavi e Iniesta. Nunca me convenceu. Marca mal, não sabe ir à linha de fundo e cruzar, tem poucos recursos. Por mim, não veste mais a camisa canarinho. Não estará na próxima Copa, seu melhor momento no futebol já passou e o Barcelona tenta vendê-lo há dois anos.
Maicon: Foi um bom lateral, mas já está na descendente há tempos. Pode ajudar ano que vem no início do novo trabalho, mas certamente não tem gás para a próxima copa, quando já estará com 36 anos. Já deve estar cuidando da aposentadoria.
Marcelo: Excelente jogador que teve uma temporada complicada por causa de lesões. Não é um grande marcador, mas tem bastante recursos técnicos. Sua fama como o melhor lateral esquerdo do mundo não é exagerada, mas seu futuro está no meio campo. Joga a próxima copa, provavelmente, mas no meio.
Maxwell: Outro jogador pra lá de sortudo. É um lateral esquerdo tão somente correcto mas que atuou nos maiores times do mundo. Não o levaria para esta copa, em que tirou o lugar do excelente Felipe Luís, e nem para nenhuma outra.
David Luiz: Jogador de muitas qualidades mas que não tem vocação pra zaga. Ele se empolga e não guarda a posição, vai para a frente de modo tresloucado, cisma que é o novo Gérson e resolve lançar sem fazer a bola passar no meio campo. Já vinha sendo escalado como volante no Chelsea e penso que está aí o seu futuro. Tem tudo para ser um dos mais importantes jogadores da seleção na próxima copa.
Thiago Silva: Não pode ser capitão de uma seleção brasileira, mas tecnicamente confirmou nesta copa seu epíteto de ”Monstro”. Por seu biotipo, personalidade e futebol tem tudo para estar em excelente forma para o próximo mundial, quando contará 33 anos. Tem de ser uma das lideranças técnicas em torno da qual se reconstituirá a seleção nos próximos anos. Esperemos que tenha amadurecido emocionalmente com esse Mundial.
Dante: Atua bem no time compactado do Bayern de Munique, mas nunca me passou confiança. Não tem muito mais a acrescentar à seleção brasileira.
Henrique: Só está na Copa por causa da ”cota” de Scolari. O lugar deveria ser de Miranda, um dos melhores zagueiros em atividade na Europa e que foi preterido pelo ”homem de confiança” do treinador do Palmeiras. Não veste mais a amarelinha e ninguém notará sua falta.
Luis Gustavo: Teve seu grande momento no Bayern de Munique anterior a chegada de Pep Guardiola. É o típico volante que deve ser superado pelo futebol brasileiro causo este queira mesmo ressuscitar. Um terceiro zagueiro ótimo na destruição e péssimo com a bola no pé. Não é à toa que foi mandado embora por Guardiola e hoje atua em um time médio da Bundesliga. Pode ser convocado no início do novo ciclo desde que se tenha em vista que não deverá estar no Mundial de 2018.
Fernandinho: Um bom jogador que foi sacrificado neste Mundial. Não tenho objeções ao seu aproveitamento no início do próximo ciclo, mas sua presença no próximo mundial é bastante incerta. Deve também amadurecer emocionalmente.
Ramires: Paulo Isidoro só jogou uma copa, Ramires não pode ir para a terceira. Um bom jogador que já deu sua contribuição para a seleção. Por mim, não voltava mais a vestir a amarelinha.
Paulinho: Tem futuro desde que mude de time. No Tottenham é reserva e isso afetou em muito seu desempenho no mundial. Uma vez que tome outros rumos, tem tudo para lutar por vaga no próximo mundial. É jovem, apenas vinte e cinco anos, e tem espaço para crescer e atingir o ápice do seu futebol.
Oscar: Um jovem de 22 anos que foi muito prejudicado pelo esquema de Scolari. Tem tudo para se tornar um grande nome do futebol europeu nos próximos anos, crescer física e tecnicamente, e fazer uma grande copa na Rússia. É nome certo no próximo ciclo.
Hulk: Muito aguerrido mas sem futebol para o escrete mais glorioso da história. Por mim não veste mais a canarinho. Não sentiremos tanta falta.
Hernanes: Um bom jogador que, infelizmente, nunca teve todas as oportunidades que merecia com a camisa amarela. Já atingiu uma idade que não lhe permite avançar mais e a tendência é que entre na descendente. Talvez seja convocado ainda no ano que vem, mas não estará no próximo Mundial.
William: Tem tudo para crescer e atingir seu ápice na próxima Copa. Não foi usado como deveria nesse mundial, mas é muito bom jogador, com bom passe, visão de jogo, posse de bola, um futebol vistoso. Deve ser convocado desde o início do novo ciclo.
Neymar: Craque. Tem tudo para se tornar nos próximos anos no jogador diferenciado que esperamos que ele seja. É veloz, tem excepcional drible, é mestre do improviso, sabe finalizar, vem cabeceando bem. Na Europa, aprenderá mais a jogar coletivamente. Tem tudo para ser o líder técnico da equipe na reconstrução que se seguirá.
Fred: Centroavante mediano, teve sua grande chance nesse mundial. O esquema o sacrificou, mas não se trata de um atacante top. Não estará na próxima copa.
Jô: Convenhamos, seria melhor levar um Ronaldinho Gaúcho….
Bernard: Nao tem físico ou técnica para se tornar um jogador top. Foi vendido para um mercado secundário. Não deveria ter sido convocado para este Mundial. Não creio que tenha chance de disputar nenhum outro.

Andre Luiz Dos Reis

— Há 2 semanas
#futebol  #seleção brasileira  #andre luiz dos reis 
Cansei de falar mal do Pelé

Cansei de falar mal do Pelé, de ouvir nêgo falar mal de Pelé, da indiferença popular, institucional e midiática em torno de Pelé.
Romário diz que Pelé calado é um poeta, que Pelé só fala merda. Como se ele Romário tivesse alguma profundidade qualquer fora das quatro linhas capaz de o alçar acima do comum dos mortais. Como se ele fosse realmente relevante para a história brasileira em qualquer outro lugar que não um campo de futebol.
Vejam a maneira como os argentinos tratam um Maradona. Não é porque Diego seja flor que se cheire. É porque o jogador Diego é símbolo do talento e da capacidade de vitória e beleza portenha.
Pelé é um herói popular mais legítimo do que Tiradentes. É um preto que, num tempo em que os brasileiros tinham vergonha de enviar para o estrangeiro seleções mestiças, conquistou o mundo com um talento singular, próprio, brasileiríssimo, um talento em que reconhecíamos nossa alma. Mineiro que torcia para o Vasco e que construiu toda sua carreira em um time litorâneo. Glória do futebol paulista que gritava para quem quiser ouvir que preferia jogar antes no Maracanã do que em qualquer outro estádio. Homem dos mil gols.
Antes dele o Brasil era conhecido no mundo pela cafajestagem, miséria, corrupção e instabilidade. Com ele o mundo sorriu para nós, nos amou, nos respeitou e veio a conhecer nossa identidade. Reconheceu que podíamos ser ao mesmo tempo hegemônicos, estonteantemente belos e inteiramente brasileiros no esporte e nas regras que eles inventaram. O brasileiro cujo nome se tornou mais conhecido do que a marca da Coca-Cola baseado no que um homem dessa terra podia fazer com uma bola nos pés.
A partir de hoje, vou encarar o ódio e a indiferença a Pelé como a repulsa ressentida do mesquinho homem comum contra o herói. Como consequência do complexo de vira-latas brasileiro.
Pelé, homem de mais de setenta anos, não precisa estar antenado ao seu tempo, não precisa ser um intelectual, poeta, profundo analista da realidade social e mundial, visionário ou exemplo de perfeição moral. Ele precisa ser venerado apenas como aquele menino com a bola no pé, com uma camisa amarela, uma plenitude que expressa um carisma divino, uma epifania da nação, contemplado com estupor por todo o globo.
Rei do Futebol, Atleta do Século.
https://www.youtube.com/watch?v=a9OMwQyttAw
”Quem é aquele moço com a bola no pé?
- É o rei Pelé
Eu perguntei quem é o moço com a bola no pé?
- É o rei Pelé
A bola lhe deu dinheiro
Lhe deu nome, lhe deu fama
A bola lhe colocou entre os maiores dos homens
Quem é o moço com a bola no pé?
- É o rei Pelé
Sim mas quem é aquele moço com a bola no pé?
- É o rei Pelé
Ele tem um drible certo e tem um tiro certeiro
Com ele não tem defessa, pra ele não tem goleiro
É Tri-Campeão do Mundo é o rei dos artilheiros
Quem é o moço com a bola no pé?
- É o rei Pelé
Olha quem é aquele moço com a bola no pé?
- É o rei Pelé
Quem é o moço com a bola no pé?
- É o rei Pelé
Olha quem é aquele moço com a bola no pé?
- É o rei Pelé”

Andre Luiz Dos Reis

— há Há 2 semanas com 1 nota
#andre luiz dos reis  #pelé  #futebol 
Dilma simula pênalti: 'Schwalbe!' →
— Há 2 semanas
#reinaldo azevedo  #links  #links externos  #dilma  #futebol  #brasil vs alemanha  #lealdade  #artigo 
Eduardo Galeano muda de ideia sobre 'As Veias Abertas da América Latina' →

Queria escrever alguma coisa sobre Eduardo Galeano ter renegado a sua obra “As veias abertas da América Latina”.

Para desespero de alguns ele renega a bíblia da esquerda latino-americana, mas eu sinceramente não gostaria de escrever nada que se assemelhe a um “eu não disse?”. Coisa tonta.

Vou ser honesto, Eduardo Galeano ainda é de esquerda. 

Pero no mucho.

Ainda é de esquerda, mas com os sintomas clássicos de “mas calma lá, não é bem assim”, aqueles mesmos sintomas que você encontra biograficamente em George Orwell e Bertrand Russel depois que conheceu Lenin e constatou que ele era um tipo de religioso fanático, frio, sem “nenhum amor pela liberdade”, indiferente à beleza e ao impulso de vida (ou seja, o Lenin de verdade não aquele do comercial).

Essa “esquerda em choque”, meio traumatizada, cabisbaixa, mofina, em desalento, um pouco flagelada com as experiências, desiludida e sem aquela mesma convicção de antes é aquela que, ou se torna conservadora (como aconteceu com Eric Voegelin) ou é obrigada a se arrastar para aquele desapaixonado mundo da “esquerda moderada”, aquela que Galeano se encontra hoje.

Mesmo sendo o “liberal e conservador” que vocês conhecem acho exagerado Galeano deserdar sua obra. A America Latina viveu sim ditaduras de direita, apoiadas pelos EUA. O livro merecia mesmo é uma reedição com os comentários atuais do autor que até de forma bem honesta caducou um pouco do romantismo da juventude quando descobriu, lentamente, que a esquerda também era capaz de ditaduras. Ditaduras piores e mais duradouras.

— há Há 2 semanas com 1 nota
#eduardo galeano  #esquerda  #direita  #esquerda e direita  #as veias abertas da america latina  #esquerda latino-americana  #gabriel vince  #links  #links externos  #comentários 
Por que a Alemanha ganhou (e ganhou pra caralho)

A MAIOR DERROTA da seleção brasileira na história não foi obra do acaso; antes, foi o resultado de uma longa, dispendiosa e insistente preparação para o fracasso. Números exatos não importam. Os 7 gols foram, certamente, uma inesperada extravagância. Mas a eliminação não surpreende. O time jogava mal e vencia times ruins ou medianos e de pouca tradição. Para vencer times melhores, o Brasil teria de jogar muito melhor. E nos primeiros minutos do confronto contra um time verdadeiramente bom, o vexame já parecia tão inevitável quanto o pecado original.

O futebol brasileiro se prepara para o fracasso desde 2002. De lá pra cá, muita coisa mudou. Há quem diga: “O futebol não muda!”. Mas o futebol muda, sim. A última década foi a década de times cada vez mais técnicos, de sistemas táticos consistentes e variáveis, de posse de bola, de marcação no campo adversário e de aproximação; sobretudo, de uma concepção de jogar futebol diferente daquela dos anos 90. Já não basta apelar à emoção, à raça, à lealdade, à força, à família, ao sangue e ao solo. Um time de futebol não é uma trupe de escoteiros. Um time de futebol não é um exército. Um time de futebol não é a Camorra. Mas Carlos Alberto Parreira (2006), Dunga (2010) e Luiz Felipe Scolari (2014), sufocados na empáfia, parecem não ter percebido isso.

Numa das entrevistas recentes, ao ser questionado sobre a deficiência técnica do atacante Fred, Scolari interrompe o repórter e esbraveja: “Esse é o meu time. Eu não vou mudar porque vocês querem. Se perder será problema meu”. Pois perdeu e não é problema só dele. Pois levou 7 gols, como se fossem 7 pecados capitais, e não é problema só dele. Continuou a escalar o centroavante, perdido como um cão. Os dois volantes, à frente da defesa, mal tinham a quem passar quando viam Oscar e Hulk abertos nas laterais, bloqueando o ataque de Marcelo e Maicon. A propósito: os laterais brasileiros não foram marcados pelos laterais adversários, mas pelos próprios meias brasileiros que jogaram nas extremidades, como dois jacobinos. Na faixa central de campo, melancólico latifúndio, prestes a ser ocupado pelo MST, ninguém marcava e ninguém criava. Ninguém sequer ocupava espaço. E Neymar, quando havia Neymar, buscava a bola na intermediária de defesa, para tentar os milagres ainda módicos e poucos de candidato a grande craque.

Mas já não havia Neymar. E havia, à frente, um time técnico, experiente e frio. A Alemanha é um dos grandes selecionados do mundo, e fez o que tinha de fazer. Respeitosamente amassou o escrete canarinho. Sem danças, sem gracinhas, sem máscaras, sem hino cantado à capela, sem lealdades familiares. Simplesmente jogou o futebol que melhor se joga, e multiplicou o placar com o respeito que se tem para com os grandes. Sua falta de piedade foi, para quem não sabe, excesso de respeito pela camisa amarela. Eles sabiam que tinham de nos abater. E o fizeram bem. Mas o engraçado é que a partir do 4º gol eu comecei a torcer fervorosamente para uma goleada acachapante. Para uma surra devastadora. Não por complexo de vira-latas, que não tenho; não por gostar de apanhar, de que não gosto. Mas para que a vergonha fosse tamanha e tão ruidosa que despertasse do pesadelo os responsáveis pelo futebol no país. Alguma coisa mudou no esporte bretão, e nós custamos a perceber isso. Que o fracasso não nos suba mais uma vez à cabeça.

Por Gustavo Nogy
http://www.gustavonogy.com/

Deutschland über alles

— há Há 3 semanas com 1 nota
#Gustavo Nogy  #futebol  #brasil vs alemanha  #7X0 

Jean Veber
Cartunista do L’Assiette au beurre (jornal de esquerda) e Le Rire (jornal cômico)

— há Há 4 semanas com 3 notas
#Jean Veber  #imagem  #imagens  #L'Assiette au beurre  #Le Rire 
Um velho texto sobre Cuba - Juremir Machado da Silva - Correio do Povo →

O que acontece quando um esquerdista brasileiro finalmente atende o apelo pentelho dos direitistas chatos e vai pra Cuba.

— há Há 4 semanas com 1 nota
#cuba  #juremir machado silva  #correio do povo  #link  #link externo  #links externos